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O QUE O CANTO DO GALO TEM A VER COM AS REDES INFORMAIS DE COMUNICAÇÃO?
Autor:
Neusa Maria B. Ribeiro
data de publicação :
07/05/2001
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O QUE O CANTO DO GALO TEM A VER COM AS REDES INFORMAIS DE COMUNICAÇÃO?

1Neusa Maria B. Ribeiro

Introdução

Tecendo a manhã 2

Um galo sozinho não tece uma manhã:

Ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito que um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

Se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

A comunicação, na essência de um processo em construção, de um indivíduo para o outro, instalado em comunidades, organiza-se pelo sentido comum das idéias, das trocas de saberes, de moedas, de culturas, de entendimentos mútuos. O desenvolvimento humano que parte do artesanal, mecanicista para atingir o tecnológico, industrial em larga escala de mercado, que atinge o comércio internacional, globalizante e globalizado, também tem provocado rupturas sistêmicas e alterações consideráveis no tecido social, na busca de outras formas, que modifiquem o status quo vigente.

A participação popular em programas locais de

desenvolvimento

É assim, que, processos têm sido registrados na História da humanidade, com avanços democráticos significativos. Mas quando paramos para refletir sobre o "fazer da comunicação", hoje, não podemos deixar de abordar, a questão da participação popular presente em diversos momentos da sociedade brasileira.

Especialmente nos últimos 13 anos, na administração pública de Porto Alegre, de uma forma mais contundente, através das discussões do Orçamento Participativo, e nos últimos dois anos, no âmbito estadual, através de processo semelhante, a participação da população não pode deixar de ser olhada, como um elemento de progresso nas relações sociais e políticas, que pelo Estado gaúcho vão ocorrendo. Esta história recente dos gaúchos, que tem sido mal-contada pelos meios de comunicação locais, traz algumas "velhas-novidades" da organização da população, carente em ter mais visibilidade nas suas produções de sentido, mediações e seus processos receptivos da informação, de modo geral.

Há diferenças nas duas situações apresentadas: o Estado e a capital gaúcha. Pela amplitude do projeto, pela quantidade de pessoas envolvidas, pela própria área territorial abrangida e pela compreensão das mudanças propostas nas eleições em 1998, que demarcaram dois campos de disputa política, na eleição ao governo do Estado.

Para o pesquisador Sérgio Baierle, o exemplo de Porto Alegre, assumido por outras mais de 100 cidades brasileiras e alguns Estados, reforça o sentido democrático, que valoriza essa "Escola de Cidadania" pelo seu lado social e político, pela inversão de prioridades e o investimento na melhoria das condições de vida das classes populares.

O Orçamento Participativo provoca, segundo o estudioso,

"uma ruptura com o clientelismo, a formação de um público de sujeitos ativos nos espaços públicos regionais e temáticos. Nestes momentos de tradução da experiência é que se revelam as diferentes concepções sobre o sentido da participação popular e o papel do governo, pois muitas vezes se busca apenas na fórmula o que é resultado de um processo, se busca o sucesso, mas não o compromisso, a hegemonia sem o conflito, deseja-se a adesão da sociedade mas rejeitam-se seus movimentos sociais. A experiência de Porto Alegre mostra que sem uma nova "sintaxe" política para a relação Estado/sociedade, não existe solução técnica possível para os problemas de falta de legitimidade e intransparência na ação do Poder Público".3

Tais práticas vêm possibilitando novos lugares de fala para o indivíduo-cidadão, gerador de um processo de comunicação próprio, singular, que expresso no coletivo, se torna forte, uníssono e detentor de outros poderes, até então excluídos dos sistemas político-governamentais instituídos. Falas que manifestas, dizem de uma realidade antes vista e esquecida, antes citada como exemplo, sem ser tocada, sequer incluída nas discussões macro de toda a sociedade.

Assim acontece, em cada Assembléia Temática do Orçamento Participativo, ou Assembléia Pública Municipal, onde as prioridades são colocadas para a aplicação dos recursos públicos. E independente de uma divulgação geral feita pelos meios de comunicação, o processo vai acontecendo num repetir e convocar os vizinhos, os amigos, os parentes por quem participa, numa ampliação dos contatos conhecidos como "boca-a-boca", que reforça a constituição de redes informais de comunicação. A tal ponto, que do primeiro para o segundo ano de implantação do processo no Estado, o número de participantes nas assembléias passou de 190 mil para 280 mil. Cabe indagar, neste caso, que sentido é este dado à participação popular?

O economista José Luis Coraggio comenta a respeito daquelas situações em que a participação popular fica submetida à representatividade de lideranças, ainda que não tão legítimas, reconhecidas mais pelas elites governamentais, diferentes de processos como os do Orçamento Participativo. Mesmo assim, os representados se sentem compromissados nas decisões:

 

"En esos espacios participan de manera privilegiada los "representantes":... En cuanto a los representados, en tanto emisores, participan generalmente de manera pasiva (a través de encuestas dirigidas de opinión) y con un acceso controlado al conocimiento sobre lo público. Pero esa pasividad es aparente, pues, en tanto receptores, los sectores populares recodifican y resignifican el discurso público de los especialistas a partir de sus experiencias particulares, cotidianas, como fuente principal de conocimiento relativamente autónomo, para así conectar aquel discurso con su propias percepciones y representaciones de la realidad".4

 

-"Há controvérsias", apontam alguns setores, sobre as ações do tipo de postura política dos atuais administradores do Estado gaúcho, e de cidades como Porto Alegre, que insistem na prática democrática. Certamente, há, sem dúvida. Pois sem o conflito também presente, não seria possível a compreensão sobre as necessidades coletivas. E este é o desafio da implantação de processos decisórios, transparentes e de real interesse público.

Mas a re-descoberta/retomada neste final de século, do papel de principal ator - o indivíduo - em conjunto com outros indivíduos - construindo redes de comunicação, tecendo novas possibilidades no tecido social, procurando elementos para constituir uma esfera pública mais representativa e legítima, tem gerado tratados e estudos, especialmente no âmbito da pesquisa no campo da Comunicação, sobre a intervenção da mídia, o desenvolvimento de novas tecnologias, o avanço de sistemas compartilhados da indústria-comércio-consumo, etc., etc..

Para não fugirmos ao tema principal deste artigo, lembramos que novos processos no âmbito das finanças públicas e privadas, da economia propriamente dita, que gera riquezas e bens de produção, também aparecem - mais precisamente nos últimos 10 /20 anos no Brasil - através de sistemas alternativos cooperativados ou de autogestão, que estão modificando o tecido social.

São processos num outro patamar da economia - mais especialmente naqueles relacionados ao que se identifica como "Terceiro Setor", ou "setores informais", que também geram riqueza e aproveitamento da mão-de-obra excedente no mercado ou

mesmo desempregada. Surgem também sistemas integrados de comércio-troca-consumo em que o cidadão atua diretamente, apresentando seu produto, oferecendo um modo singular de troca, e estabelecendo um processo de comunicação direta com seus parceiros, onde aparecem os conflitos, as possibilidades de entendimento e uma replicação da informação, de acordo com o interesse de cada um, ou do grupo que se forma. Corina Echavarría, ao analisar esses novos espaços da participação popular, afirma:

"...desde una lectura política de las transformaciones, se concibe a los distintos actores involucrados en los procesos de toma de decisiones como ciudadanos, sujetos guiados por una racionalidad orientada al entendimiento capaces de llegar a la formulación de una voluntad colectiva en un proceso que de alguna manera pondere los intereses particulares en relación con los valores compartidos. El estado se presenta aquí como organización y legitimación y su proceso de reforma tendría que dar cuenta ambas cuestiones. En lo que respecta a la legitimación se orientaría la generación de nuevas instituciones de participación política que posibiliten el diálogo y el reconocimiento".5

 

Comunicação e Educação andam juntas

Mais do que nunca, o domínio dos diversos setores de produção, que gera riqueza e que mantém os grandes grupos empresariais com o poder da comunicação do mundo, nas mãos, tem colocado, ao longo dos últimos 50 anos, o cidadão comum, aquele que efetivamente é o produtor dos bens de consumo, cada vez mais distante desse domínio, subjugado aos interesses desses grupos, e sendo tratado apenas como um elemento a mais na manipulação da informação.

É certo também que questões sérias relacionadas à formação do indivíduo, especificamente no que se refere aos diferentes processos educacionais, tão fundamentais como a alimentação, a saúde, a segurança, de populações de países como o Brasil e outros, não só da América Latina, estão no fundo das discussões. Populações essas que hoje sobrevivem com subempregos, sofrem diretamente o problema, e esperam, fundamentalmente da gestão pública e da vontade de seus governantes, que se mantêm, também, reféns dos grandes monopólios da comunicação, como se mantêm reféns dos grandes grupos econômicos, de maneira geral, encaminhamentos que supostamente atenderiam suas necessidades.

Néstor Garcia Canclini, em seu livro Consumidores e Cidadãos, comenta:

"A subordinação dos países latino-americanos se tornará mais aguda com a eliminação dos poucos subsídios ao desenvolvimento tecnológico local e das tarifas para a produção estrangeira pelos acordos de livre comércio". 6

Ao abordar as questões relativas à transnacionalidade, com a troca de informações entre os países a partir do fenômeno da globalização, questiona o autor:

"qual é o significado da imposição de uma estética de ação da mídia, em uma época que considera encerrada a fase heróica dos movimentos políticos. ...Qual é a função das indústrias culturais que se ocupam não apenas de homogeneizar mas também de trabalhar simplificadamente com as diferenças, enquanto as comunicações eletrônicas, as migrações e a globalização dos mercados complicam mais do que em qualquer outro tempo, a coexistência entre os povos?" 7

Pois é partindo de princípios nos quais se fundamentam no aprendizado elementar da troca de saberes, como o que se propõe a sócioeconomia solidária, por exemplo - (um movimento que vem ganhando adeptos no mundo todo, originando-se na Espanha, através da ação de um grupo de cooperativas prestadoras de serviços), invertendo o processo de empoderamento das populações, buscando e construindo alternativas de produção com geração de renda de forma mais justa e solidária, onde a principal moeda é a participação, é que deve-se pensar na comunicação como uma construção comunitária, que alavanca o desenvolvimento de práticas da sociedade.

E como isso pode acontecer? Revisitando-se experiências já existentes, principalmente na América Latina, como as rádios comunitárias em diversos países, e se estimulando o desenvolvimento de outras práticas comunicacionais, entre elas a tv comunitária, os boletins informativos impressos, radiofônicos, gravados em vídeo, ou ao vivo, uso de equipamentos como a internet, a velha e boa prática da discussão em grupo, etc., que propiciem a troca dessas experiências localizadas, aproveitando o desenvolvimento tecnológico, produzidos pela própria população com a riqueza de conhecimento e acúmulo de vivências, que lhes são próprios.

Se pensarmos nos países em desenvolvimento, o avanço se apresenta na prática da expressão coletiva, com muito mais ênfase para os diferentes modos de organização da sociedade, na esfera pública, já que há uma retomada dos processos de cidadania em diferentes países, principalmente, nos países latino-americanos. Esta é a questão.

As grandes dificuldades econômicas que se apresentam para a população, no seu dia-a-dia , como a ausência de políticas públicas que supram as necessidades básicas, já está provocando reações à grande inserção da mídia como um "quarto poder", que interfere diretamente no cotidiano dos cidadãos, fazendo com que boa parcela compreenda e processe de outras formas a recepção das mensagens transmitidas pelos meios.

José Luiz Coraggio tem discutido a questão da conscientização do sujeito para o seu papel no exercício de práticas econômicas populares que se fortalecem na medida em que se constituem forças coletivas de transformação da economia. Diz ele em artigo sobre Reforma Urbana e os Desafios da Gestão Democrática da Cidade que:

"O 'capital humano' é uma categoria social, que constitui o mobilizador econômico de indivíduos e grupos articulados e orientados para reprodução ampliada de suas vidas" e se constitui "um acervo inseparável da pessoa, da unidade doméstica e, por extensão, da comunidade...".8

Afirma ainda o estudioso,

"a principal política de inversão" para a melhoria da qualidade de vida do "capital humano" é a que centra-se na educação - formal, informal ou não-formal - orientada à expansão sistemática das capacidades, destrezas e habilidades de seus portadores, assim como a criação de um meio estimulante para a aprendizagem, institucionalizando um aprendizado prático sistemático e acumulativo". 9

 

A lógica do preço justo e do consumo solidário

Um exemplo desse tipo de atividade é a Rede Solidariedade - constituída legalmente como uma associação sem fins lucrativos, que funciona na região metropolitana de Curitiba. Seus associados são associados de outras entidades. Atualmente são 12 entidades sindicais e duas associações. Além do mais, esta plataforma de comercialização motiva o desenvolvimento de
diversos empreendimentos de prestação de serviços, que serão comprados pelos
usuários da Rede. A Rede não cobra nada por estes serviços. Os usuários da Rede são 50.000 trabalhadores sindicalizados ou associados a estas entidades. É importante ressaltar que além de uma taxa administrativa, os associados se comprometem a veicular os convênios e parcerias da Rede através de sua imprensa.

Em seu primeiro nível, a Rede é uma prestadora de serviços para estas entidades, negociando convênios e parcerias que resultem em benefícios para seus usuários, sob aspectos como o preço, por exemplo.

São destaques:

  • O desconto de 30% sobre os preços dos medicamentos, comercializados na Farmácia Privativa é repassado, de acordo com o preço do distribuidor, principal atividade, implementada pela Rede. Este empreendimento gera um faturamento mensal de R$ 40 mil reais.
  • São estabelecidos convênios médicos com profissionais que se identificam com a lógica da Rede. Se em seus consultórios e clínicas cobram R$ 90,00, para os usuários a consulta sai por R$ 15,00.
  • Estão sendo finalizados convênios com a Associação Banestado, que possibilitem aos usuários da Rede, utilizar o seu parque hoteleiro na praia e suas sedes em todo o estado.
  • Está sendo montado um laboratório de informática e já estão sendo realizados cursos de computação básica a R$ 40,00 e de teleatendimento a R$ 30,00.

 

Em seu segundo nível, a Rede é uma plataforma de comercialização para os empreendimentos coletivos e solidários. São exemplos:

  • A divulgação e a comercialização dos produtos orgânicos dos trabalhadores rurais ligados à agricultura familiar.
  • A divulgação dos serviços prestados pela cooperativa dos trabalhadores vigilantes.

Está previsto também:

  • Negociar serviços profissionais de sindicalizados de diversos sindicatos, como trabalhadores da saúde, aposentados, etc.
  • Uma parceria para vender computadores usados a R$ 400,00, através da construção de uma micromontadora. Com isto a informática estará sendo levada para os trabalhadores de menor poder aquisitivo, da periferia da cidade, para atingir os desempregados, buscando democratizar radicalmente o uso da informática.

Em seu terceiro nível, a Rede busca construir um nicho de mercado no Paraná com mais de l milhão de consumidores, a partir da construção de uma rede de economia solidária, onde preço e lucro estarão mais baixos que no mercado. Quantos aos empreendimentos coletivos e solidários, a Rede busca comercializar a sua produção de bens e serviços. Esta plataforma de comercialização motiva o desenvolvimento de diversos empreendimentos de prestação de serviços, que serão comprados pelos usuários da Rede. A Rede não cobra nada por estes serviços.

Está sendo estruturado um Centro de Capacitação e Formação como uma das saídas, sob a ótica da política de capacitação e formação profissional de acordo com as necessidades dos trabalhadores sindicalizados. Também são prestados serviços de comunicação, logística e informática para as entidades associadas, o que reduz custos e ajuda a diminuir burocracia nos sindicatos. A Rede, dessa forma, é também um meio de geração de trabalho e renda.

Conclusão

Não se pode ignorar a formação de redes alternativas de comércio, que vão formando-se na América Latina, na Europa, em outras partes do mundo - mais precisamente nos países pobres ou em desenvolvimento - com a intenção de consolidar essas alternativas, onde a atuação da população é direta. Dessa forma, a comunicação pode estar junto no desenvolvimento de modelos alternativos da sócioeconomia solidária, das discussões da aplicação do orçamento público, e de outros processos em que a população participa diretamente, intervindo, discutindo e falando de sua própria realidade, traduzindo-se num elemento de composição importante na construção de uma sociedade mais justa.

Na medida em que o sujeito principal da ação econômica se conscientiza do valor de sua força de trabalho, também deve conscientizar-se para o poder que tem de comunicar-se com os demais parceiros e divulgar suas ações coletivamente.

Portanto, é também com um olhar sob o agir socialmente, que a pesquisa acadêmica, deve refletir sobre esses novos processos de comunicação, em que o ser humano deve se apropriar das técnicas e construir a partir de suas vivências, coletivamente com os seus parceiros, novos modelos e sistemas de divulgação de seus meios de produção.

Com essa apropriação legítima do conhecimento e das técnicas engendradas pelos grandes monopólios, discutindo velhos-novos valores embasados em conceitos culturais, econômicos e sociais de cada grupo, foge-se da pressão exercida pela publicidade, pelo marketing, e pode-se, sim, ter liberdade de escolha para um consumo mais adequado e justo. E a rede se constrói muito mais fortalecida, como a que é tecida ao amanhecer com o canto de um galo que canta, e tem seu canto reproduzido através de outros cantares de seus semelhantes.

 

Bibliografia

Baierle, Sérgio - "Democracia radical e cidadania: a "economia moral" dos sujeitos"

Artigo in Silva, Luiz Heron da. "Século XXI: qual conhecimento? Qual

currículo?" Vozes, Petrópolis RJ, 1999.

Canclini, Néstor García - "Consumidores e Cidadãos - conflitos multiculturais

globalização". UFRJ, Rio de Janeiro, 1996.

Coraggio, José Luis - "Comunicación y Representación Popular (El caso de la

Revolución Sandinista)", versión revisada da Conferencia sobre "Desigualdad y

nuevas formas de representación popular en América Latina". New York, 1994.

Echavarría, Corina - "Democratización do Espacio Publico Municipal mediante la

implementación de instituiciones de gestión participativa". Estudio comparado

de los casos de la Municipalidad de la Ciudad de Córdoba (Argentina) y la

Prefectura de Porto Alegre (Brasil), Universidad Nacional de Córdoba, 1999.

Neto, João Cabral de Melo - "Tecendo a Manhã", in "Do texto ao texto" de Ulisses

Infante. Scipione. São Paulo, 5a edição. 1998.

 

Informes da Rede Solidariedade contidas na Lista de Discussão da Internet "redesolidária".

Porto Alegre, abril de 2001.

 


 

1Neusa Maria Bongiovanni Ribeiro é Jornalista, Mestre em Comunicação pela Univ. do Vale do Rio dos Sinos - Unisinos (RS) e professora no Centro Univ. Feevale e Ufrgs-Fabico (RS).
2João Cabral de Melo Neto (autor) p.19-20, 1986.
3Artigo "Democracia radial e cidadania: a "economia moral" dos sujeitos, publicado na Internet, p. 1
4Artigo "Comunicación y Representación Popular (El caso de la Revolución Sandinista)", p.2-3, 1994
5Dissertação apresentada em 1999/ na Universidade de Córdoba (Argentina) , p. 11 .
6Consumidores e Cidadãos, p. 37, 1996.
7Idem, ibidem, p. 41
8Artigo, 1994, p. 7-8
9Idem, ibidem,

 


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